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Passeio de Poesia

9/7/2016

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Este Poema surgiu num passeio de um projeto chamado "Embarque na Poesia" na Festa Literária Internacional de Paraty 2016, em que os elementos do passeio, como o Fado Português, a Luz se estilhaçando nos volteios do Rio Perequê Açu pertinho da Tenda dos Autores, a escultura de rostos pertinho da Tenda e do rio, os próprios rostos no passeio de barco, a retomada do passeio com a frase "Toca o Barco Capitão!" gritada, a declamação de Fernando Pessoa... A atriz global Ana Lucia Torre resolveu embarcar na Poesia, e por fim declamei este poema que vai abaixo, encantando-a e fazendo querer dar suas mãos e olhos para Shakyonte:

Vamos capitão!
Que o barco embala
É desejo, é onda,
é alguma verdade...

A escultura de rostos
quase se despede
É o fado que levanta
num rio lavado em poesia

Porque depois do pó
só poesia
E homens sobre pedras,
e pedras sobre o mar

Porque quem morre antes
dos deuses é mais divino
Para este naufrágio
o colete sempre rompe

Capitão põe o fado selvagem!
Na ausência plena do amanhã
Peça a pedra que não bóia!
E toca o barco, capitão!

Porque a luz quebrada
desfeita em água e aceno
É mais que ondas
estudadas da realidade

E o barco ali ao longe
não é o barco, é minha alma
E os pássaros em asas
quase também

Dá-me o barco e as asas
e terei outro jardim
Dá-me o mar e uma cadeira
e devolvo a maré

Que nome é esse
sem nenhum grito?
Que bóia é essa apagada
que não se nada?

Conclusões impossíveis,
rostos descolados
Da própria vida
que parece navegar

Quantos ainda dirão
palavras debaixo da areia?
Ou da água impedida
de amarrar?

Que comboio é esse,
capitão?
Que passeio é esse,
capitão?

Que vento é esse,
capitão?
Que promessa é essa,
capitão?

Acho que ouvi a resposta
que veio sem pressa
Da montanha desceu o mar
que me interessa

Veio de uma pessoa
que não era uma
Porque sendo Pessoa
ainda cabia em mil

E é esse que o sol
de leve perdeu
Nesta manhã sem pó
em sim de poesia


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